sexta-feira, 27 de maio de 2011

Teias da mente feminina

Devo começar por dizer à ACRM, vá, Fiorenza que este post ficou escrito na minha cabeça depois da muito pequena troca de ideias acerca do nosso muito querido e estimado período.

No entanto, não quero falar das dores de barriga, dos ovários que parecem que estão a ser arrancados do corpo, da sensibilidade excessiva, do ventre inchado, do engordar, dos desejos (já me apeteceu comer rissóis de carne e camarões às oito da manhã), e muito menos não vou confrontar pensos higiénicos e tampões.

Há um comportamento feminino, típico em todas as mulheres, que só hoje me dei conta de como todo o processo se desencadeia, isto é, a forma como as mulheres perguntam à amiga se têm um pensinho.

Tudo começa com a aproximação da predadora, devagar e com a cabeça um pouco baixa. Devo dizer que a escolha da presa se rege por uma hierarquia (melhor amiga, segunda melhor amiga, terceira melhor amiga, amiga-com-quem-se-fala-muito-mas-que-não-é-suficiente-para-ser-melhor-amiga, amiga-com-quem-não-se-fala-muito-mas-estou-mesmo-à-rasquinha-para-trocar-o-tampão, senhora funcionária do balneário...). O segundo passo é chegar ao ouvido da presa, ou enfrentá-la cara a cara, mas muito próximas, qual cena lésbica, e perguntar muito baixinho 'Tens um pensinho higiénico?' Se a resposta for negativa, a predadora segue na sua escada hierárquica e pergunta o mesmo à próxima presa, mas se a resposta for positiva, então a presa, muito comodamente retira da mochila uma malinha muito pequenina e com desenhos muito maricas, que servem exactamente para o efeito, guardar os objectos pessoais da muito abastada higiene íntima. Posto isto, entrega-se a dita malinha à predadora, e diz-se o típico 'Escolhe aquele que preferires, tenho para fluxo abundante, fluxo normal, para a noite, com abas, anatómico, com aplicador, sem aplicador...'.

Posto isto, a predadora, aliviada, dirige-se à casa de banho para realizar A troca, e quando regressa ao mundo real, parece outra, afinal, já não tem um objecto encharcado de sangue no seu genital.

Com isto, pretendo dizer ainda, que não há ligação mais forte que a de duas mulheres que partilham pensinhos higiénicos e tampões. Podem testar.

3 comentários:

  1. uau...pensava que só eu é que tinha desejos...mas os meus são bem mais genéricos...chocolate e batatas fritas xD

    eu penso que nunca me aconteceu ter de passar por essa experiencia...mas alguém anda com essa autentica farmácia atrás? eu nem com 1 ando!

    xoxo

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